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Crianças da Noite



Encostada em um poste de iluminação, ela olhava distraída os carros passando. Sua aparência era a de uma menina de doze anos, talvez ainda menos. Parecia perdida, mas não se moveu para pedir ajuda quando uma viatura policial passou do outro lado da rua. Antes, pareceu se esforçar para não ser notada pelos policiais, e os seguiu com um estranho olhar, enquanto se afastavam. Depois disso, ajeitou a mochila escolar nos ombros e fez menção de atravessar a rua, mas foi interceptada por um táxi que encostava para deixar seu passageiro.
O homem só a percebeu depois que pagou a corrida e se virou para a calçada. Se ficou surpreso em ver uma menina desacompanhada naquela hora da noite, não demonstrou. Apenas ficou olhando para ela, entretido com o encantamento que ela lhe provocava.
A garota usava uniforme de colégio, composto de saia, blusa e um modelo clássico de sapato escolar.

- Olá. – Saudou.
- Oi. – Ela respondeu com um sorriso tímido.
- Está perdida? Precisa de ajuda?
Ela rodopiou, ensaiando uns passo de dança. Parecia estar se exibindo para ele.
- Não. Tô esperando minha irmã. – Ela disse, sem se afastar quando ele se aproximou.
À luz do poste, ele percebeu que a menina era extraordinariamente bonita, apesar de um pouco pálida. Ela lhe sorria de modo amistoso e cativante.
- Você não tem medo de ficar aqui sozinha?
- Não. Você tá aqui, não tá?  
Para uma menina, ela era bastante atrevida, embora houvesse certa lógica em suas palavras. Ela parecia ter algum tipo de esperteza precoce e, talvez, isso fosse interessante, pensou o homem.

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