Total de visualizações de página

Lillith - Into the Night - Chapter One, part two

As we walked, my gallant gentleman began to speak of himself. Apparently, I pass some confidence to him.   There was something fraternal about the way he behaved. He was not interested in me the way men tend to be interested. He looked like an older brother accompanying his sister on the way home after a party. I wondered what he would say if he knew that I have many times his age.   This whole fuck was already becoming embarrassing. and it could be bad for my reputation if I had one.
- Tonight my girl put an end to our relationship. She kicked me in the butt, without even saying why. Wow! I did not know it hurts so much.

Lilith - Into the night

Chapter One – First part

I like the smell of the night. There are subtle nuances, brought by the serene and the light night breeze that I could not feel during the day because my sense of smell is saturated with the odors that men produce in their insane activities. Luckily I have night-time habits. Right now, I breathe in the cold air and realize that there is a different signature among the smells that come to me. Someone approaches and stimulates my other senses. I realize it's a man. He is slightly drunk and walks alone, hesitantly, but not because of the alcohol in his bloodstream. It just seems stunned by some misfortune. Despite the drink ingested by the lonely walker, I like the smell of this man! I almost regret what I'm about to do, but I know it's just remnants of the consciousness of someone who is gone. Soon again I concentrate and allow my fangs protrude. It's time to fulfill my bloodthirsty nature, something I won on a moonless night. Believe me, I was once human. Today, though, I make humans my favorite prey. There is in my acts a kind of poetic justice if you allow me the melodramatic slip. I have my reason to think so. The memories I bring with me, from the time when I was still alive, do not let me look at men in an indulgent way. After my transformation, I saw in each victim the tormentor who destroyed my body and my soul. Today, after so much time, I still feel in it a kind of redemption for that which once was. It is with this feeling that I watch my next prey as the man approaches.

Children of night

Leaning against a lamppost, she looked at the cars passing by distracted. She looked like a twelve-year-old girl, maybe even less. She looked lost but did not move for help when a police car passed across the street. In fact, she seemed to struggle not to be noticed by the cops and followed them with her eyes as they walked away. After that, she put her school bag on her shoulders and made a crossing across the street, but was stopped by a taxi that stopped. A man got out of the car.
The man only noticed the girl after he paid for the taxi and turned to the sidewalk. If he was surprised to see an unaccompanied girl at that time of night, he did not show it. He just stared at her, amused by her natural charm.
The girl wore a college uniform, consisting of a skirt, blouse and classic model of school shoes.
- Hello! –  The Man saluted.
- Hi! – She replied with a shy smile.
- Are you lost? Need help?

Requiescat In Pace - Crônicas da Cidade dos Mortos

 Considerações sobre o Manuscrito de Belial

Até esse ponto da leitura do manuscrito de Belial, nada encontrei que pudesse lembrar, mesmo que remotamente, o demônio que se tornou. Minha impressão era de que se tratava de duas criaturas absolutamente distintas. Havia sim, a sutileza cínica de um homem desprovido de empatia e compaixão por seus semelhantes, mas não exatamente por uma falha de caráter, mas por uma reação natural à percepção que tinha do mundo em que vivia e, a partir do qual tecia suas estratégias de sobrevivência. Até onde eu podia perceber, Bento era uma força da própria natureza que o engendrou. Não creio que eu pudesse ter sido um ser humano melhor, se fosse submetido às mesmas circunstâncias. Na verdade, começo a compreender sua insistência em afirmar uma pretensa semelhança entre nós. Essa constatação não me é nem um pouco confortável, pois me força a olhar para a escuridão que sinto haver dentro de mim. Acho que o pensamento de Nietzsche nunca me pareceu tão verdadeiro. Agora, mais do que nunca, eu sinto o abismo a me fitar. 

N.D.A. O livro impresso estará disponível em breve.

O Mundo de Zaphir

Neste vídeo, a escritora Lívia Stocco faz uma análise bem interessante  da ambientação do romance Zaphir. Ela aponta detalhes que, eu mesmo, nem lembrava mais. 

A Entidade Parte IV

Ao ser recebida por Ana, Lívia ficou chocada com a aparência dela. Sua amiga parecia ter envelhecido vários anos, desde o último encontro que tiveram.
- Puxa! Você está horrível. – Disse-lhe sem rodeios, ao vê-la segurando a porta entreaberta, como se estive incomodada com sua presença ali.
- Nossa! Que gentil! – Retrucou Ana, com uma ponta de ironia.
- Isso é sério. Você parece estar muito doente.
- Bobagem! Nunca me senti tão bem na minha vida. – Respondeu Ana, de modo apático. – Estou bem, acredite.
Em sua face, havia indícios sutis de alguém à beira da insanidade, mas Lívia fingiu ignorar. A aparência pálida e frágil de Ana era um indício claro de algo muito grave acontecendo, de modo que resolveu agir com cautela.
- Desculpe. Acho que esqueci os bons modos nos últimos dias.

A Entidade parte III

A ausência de Lívia se prolongou por vários dias, além do fim de semana. Ana interpretou isso como um sinal de que a viagem romântica de sua amiga havia se tornado algo mais gratificante. Ficou feliz por ela, mas não pôde evitar uma pontinha de ciúme, que logo foi esquecido no primeiro encontro que tiveram depois do seu retorno. Elas se reencontraram no mesmo bar onde retomaram a antiga amizade.
- Menina! Não acredito! Você teve outro sonho com o Poltergeist?
- Não sei se foi um sonho. A coisa toda pareceu bem real. 
- Nossa! Queria ter sonhos assim ... – Disse Lívia, revirando os olhos.
A gargalhada que se seguiu ecoou por todo o salão do bar, num momento improvável de silêncio, entre uma música e outra.
- Ops! – Exclamou Ana, constrangida.
Lívia apenas sacudiu os ombros, mas baixou o tom de voz quando perguntou:
- Você gozou, como da outra vez? Hum ... Pela sua cara, acho que não.
- Dessa vez, tive que terminar sozinha. Ele se foi, logo depois de ter me penetrado.
- Você acordou?
- Eu já estava acordada. Por isso acho que não foi um sonho. Agora que estou lhe contando, lembro de ter exclamado “Deus!”. Ele não gostou disso.

A Entidade Parte II

Elas riram juntas e depois pediram outra garrafa de vinho. A conversa entre as duas continuou de uma forma inesperada e, pela primeira vez desde que se conheciam, Ana reparou na boca de Lívia.
O tempo passou e os encontros furtivos de Ana e Lívia se tornaram cada vez mais frequentes, numa espécie de interlúdio necessário para suportar a pasmaceira de um casamento mergulhado em um processo rápido de falência múltipla de laços emocionais e físicos. A única coisa que ainda mantinha o casamento de Ana e André era o aspecto financeiro, compartilhado durante tantos anos. Ela sabia que essa questão certamente provocaria uma longa e cansativa disputa. Mesmo assim, Ana sentia que as questões legais do divórcio logo deixariam de ser um obstáculo intransponível, quando comparadas à liberdade que desejava cada vez mais.
A vontade de libertar-se não era tanto pelo envolvimento com Lívia. Não havia entre elas a intenção de entregarem-se plenamente a uma relação homo afetiva. Ambas sabiam que, além da forte amizade, o desejo que as unia se devia mais ao tédio momentâneo e à incompetência generalizada dos homens que permeavam suas vidas. Contudo, os encontros que mantinham nas tardes, antes solitárias, tinham o dom de acalmar os anseios sexuais de Ana, pelo menos por algum tempo. Ela não chegava a pensar explicitamente nesses termos, mas em algum canto de sua mente havia a convicção de que a experiência que estava vivendo era apenas um paliativo, e que algo mais estava por vir.

A Entidade Parte I


Tudo começou naquela noite, ela lembrava bem. Era sábado e a noite de chuva convidava à preguiça, mas Ana queria algo mais. Estava excitada e olhava para André, seu marido, cheia de esperanças. Há muito não tinham qualquer contato íntimo e isso a deixava frustrada e amarga. Então, naquela noite, Ana decidiu que seria diferente. Já havia planejado tudo, horas antes.
Ainda na tarde daquele sábado, enquanto André se esfalfava no campo de peladas do clube, ela foi às compras. Escolheu uma lingerie que nunca ousara usar e caprichou nos detalhes para ter uma noite perfeita com o marido. Gastou uma pequena fortuna naquele perfume caro, que levava o nome de uma estilista famosa que admirava. Não esqueceu nem mesmo aquele creminho, para proporcionar ao marido, e a si mesma, uma noite inesquecível.

Zaphir - Capítulo VII

O outro lado

Eles ficaram um longo tempo olhando a tela do computador. Hesitaram em continuar, depois que escolheram seus respectivos avatares. Michel preferiu continuar com o elfo. Parecia sentir uma afinidade especial com Bullit. Gabriela, entretanto, mudou mais uma vez. Desta feita ela escolheu Zaphira, a princesa guerreira.
O ambiente virtual daquele RPG se mostrava cada vez mais envolvente e sedutor a cada fase. De tal modo era interessante, que a realidade parecia ainda mais sem graça, à medida que iam avançando. Contudo, os garotos tinham consciência de que um simulador nunca substituiria a experiência real, por mais desinteressante que ela pudesse se tornar ao longo de suas vidas. A questão que se insinuava em suas mentes era para onde a experiência virtual os levaria e como isso os afetaria depois que a imersão total naquele jogo se completasse.
 - Pronta? – Perguntou Michel, após colocar o DVD na gaveta do leitor ótico. Gabriela aquiesceu com o olhar e ele empurrou o disco.

Zaphir - Capítulo VI

Foi uma manhã longa e cansativa, mas o dia na escola ainda não havia terminado. No início da tarde, Gabriela já estava na quadra de Vôlei treinando saques sob a orientação de um monitor. Atividades físicas sempre lhe eram prazerosas, mas nesse dia sentia-se indiferente ao treino, como se tudo lhe causasse um imenso tédio.
Após três erros de saques seguidos, o professor interrompeu o seu treino com um apito estridente e se aproximou com a cara fechada. Gabriela era sua aluna mais promissora e lhe desagradava vê-la com um olhar tão distante da quadra.
 - Posso saber onde você está?
- Como? – Ela perguntou confusa.
- Eu perguntei onde você está. Na quadra é que não é.
Então ela percebeu o estranhamento que lhe causava a própria realidade. Era como se realmente não estivesse ali. Tinha se sentido assim durante todo o dia e, por mais que se esforçasse, não conseguia evitar a sensação desconfortável de querer estar em outro lugar.

Fábrica de mundos

A escritora Lívia Stocco iniciou um novo projeto no YouTube, para divulgação de técnicas narrativas, ambientação,  autores independentes e seus trabalhos. Sabe-se que nós, autores independentes ( e geralmente desconhecidos) somos carentes de atenção do público, dos críticos (Argh!) e dos leitores, mais especificamente. Sem leitor a magia não se realiza e o trabalho do autor cai no terrível limbo do esquecimento. Então a iniciativa de Lívia é muito bem-vinda. Se você é um desses sonhadores, prestigie a Fábrica de Mundos e assista no YouTube a edição que fala do meu trabalho, clicando aqui: Zaphir - A Guerra dos Magos

Zaphir - Capítulo V

De volta ao mundo real



Após três erros de saques seguidos, o professor interrompeu o seu treino com um apito estridente e se aproximou com a cara fechada. Gabriela era sua aluna mais promissora e lhe desagradava vê-la com um olhar tão distante da quadra.
 - Posso saber onde você está?
- Como? – Ela perguntou confusa.
- Eu perguntei onde você está. Na quadra é que não é.
Então ela percebeu que sua mente realmente não estava ali. E não conseguia evitar a sensação desconfortável de querer estar em outro lugar.
- Desculpe professor. Acho que não tô me sentindo bem hoje.
 O professor conteve qualquer sinal de desagrado. Via aquilo com frequência nos adolescentes, especialmente nas meninas. Era evidente que Gabriela, sempre tão centrada nos treinos, não estava imune às alterações de humor que eram próprias da idade. Entretanto, tinha a impressão que havia algo mais no semblante cansado dela.
- Hoje você não está num bom dia, não é?
- Acho que não. – Disse ela, apática.
- Você precisa descansar. Continuamos o treino na próxima aula, está bem?
- Tá bem. Vou recolher o material, então.
- Pode deixar. Eu mesmo faço isso.